A Autoestima e a Borboleta (Parte I)

Por Roberta Berlitz, terapeuta Essencial do Guia de Terapeutas:

Vivemos em uma sociedade contemporânea onde o ter está sendo mais evidenciado do que o ser. Neste pensamento, pode-se dizer que em geral somos controlados pelo relógio na proporção de tempo, onde este está cada vez mais curto para realizar as diversas tarefas as quais nos propusemos a fazer, e muitas vezes são impostas por nós mesmos. Desta forma quando falamos em autoestima, tema em alta atualmente, paramos por um instante a pensar: De que forma a mesma está sendo enfatizada e tendo a devida importância que realmente ela merece em nossas vidas neste mundo atual o qual vivemos?

Nos deparamos com a nossa famosa autoestima muitas vezes esquecida, guardada em uma pequena gavetinha dentro de nós mesmos, pois deixamos para depois, pois o tempo é curto e todas as obrigações vem em primeiro lugar, certo?

Mas aí quando a sensação de estar em um emprego que não nos valoriza, um relacionamento que nos sufoca e frente a desejos e objetivos que muitas vezes são reprimidos por uma sociedade – e em especial por nós mesmos – ecoa dentro do nosso coração e então já não há mais para onde fugir, não tem mais como fingir que tudo está bem e nos enganarmos mais uma vez durante tantos anos pois é chegada a hora de agir.

Quando chega este momento as dúvidas aparecem sobre como e de que forma quebrar todos estes paradigmas enraizados dentro do nosso ser por tanto tempo fez parte de todas as conquistas, desafios, imposições, crenças e por fim chega-se a dúvida mais cruel que um ser humano pode ter que é de se perguntar será que é capaz de provocar a mudança e ter a coragem necessária para encarar todos os desafios que ela trará antes da grande libertação?

Então  ecoam dentro de nosso ser muitas vozes de medo, insegurança, autossabotagem pois é mais fácil continuar no comodismo dos próprios sentimentos, pois o que não se muda, permanece; o que não se transforma nenhum desafio enfrenta, o que não se expressa, nenhum julgamento sofre; e a grande borboleta humana permanece envolta pelo casulo do medo.

Então surge uma pequena voz suave e tímida que diz: “Vá em frente, sim, enfrente os seus medos, os seus julgamentos, enfrente o maior crítico de todos: você mesmo”.

Fonte: Reprodução

Então aos pouquinhos uma grande transformação acontece, a lagarta  antes temerosa de todos os julgamentos e principalmente do seu, passa pelo senhor tempo e aguarda o momento certo para resguardar-se e entende que tudo que passou foi necessário, pois passou por uma grande metamorfose interna antes de criar coragem e não mais duvidar de si própria.

Agora mais segura, e com grande autoconfiança, espera o momento certo para a grande libertação, envolta pelo casulo de determinação, perspicácia e autoconfiança se entrega às emoções e ao único desejo que lhe interessa: o de ser livre. Assim passam-se os dias e ela continua firme com o seu propósito, aguarda com tranquilidade e sem pressa a grande virada de sua vida. Durante este período, alimenta-se com positivismo, força e coragem mas também sabe e sente um friozinho na barriga em imaginar o que lhe espera a seguir e segue a jornada confiante.

 

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Eis que o grande momento chega, a ansiedade domina o seu coração e com ela a sensação de dever cumprido. Lentamente movimenta-se e rompe o casulo, mal pode acreditar no que vê o mundo novo lhe espera, novos projetos e um novo ser está a sua espera.

Sim, um novo ser de si mesmo está prestes a olhar o mundo por uma nova ótica, está prestes a conhecer as infinitas possibilidades que todos temos para sermos felizes. Pois a cada dia ganhamos uma nova chance de um novo recomeço de sermos autores da nossa própria história na grandiosa jornada da vida… CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA

 

Escrito por:

Roberta Berlitz
Terapeuta Holística, Pedagoga, Professora, Psicopedagoga, Palestrante e Especialista em autoestima feminina e infantil e em temas relacionados a Crianças da Nova Era, Magia das plantas, ervas e cristais. Atende em Porto Alegre e Novo Hamburgo no RS. Veja sua disponibilidade aqui.